quinta-feira, 25 de junho de 2015

10 Dicas Para Ter Uma Vida Mais Feliz e Saudável


Para se sentir feliz é essencial ter um estilo de vida saudável com o corpo e a mente em harmonia. Lama Dordje sugere aqui algumas dicas que ele mesmo aplica diariamente. Aproveite!

1-    Dormir e acordar sempre no mesmo horário

Adaptar o nosso corpo a uma rotina faz com que consigamos recuperar a energia do nosso corpo com mais facilidade.

2-   Ter pensamentos bons ao despertar

Os primeiros minutos do dia são essenciais para começar o dia de maneira positiva. Ao tocar o despertador pela manhã procure orientar os primeiros pensamentos para coisas boas. Isso será muito mais fácil se você dormiu com pensamentos bons.

3-   Meditar pela manhã

Ter o habito de sentar todas as manhãs para fazer sua pratica meditativa vai preparar a mente para os desafios do dia. Nem que seja por 10 minutos, coloque na sua rotina o inicio do dia com a mente e o coração em paz.
Na prática da meditação, removemos a confusão do ego a fim de vislumbrar o estado desperto. A ausência da ignorância, da sensação de opressão, da paranoia e abre uma visão fantástica da vida. Descobrimos um modo diferente de ser.

4-   Pense e fale coisas positivas

Ninguém gosta de ficar ao lado de uma pessoa negativa que fala coisas ruins o tempo todo. Preste atenção no que esta falando. Analise se você é uma pessoa agradável de estar ao lado. Não tenha medo de mudar. Isso será muito mais fácil de reconhecer se você estiver meditando pelas manhãs...

5-   Comer pouco e varias vezes

Optar por alimentos ricos em fibras (como cereais e opções integrais de massas, pães e arroz) aumenta a sensação de saciedade, além de controlar os níveis de glicose e colesterol e melhorar o desempenho do intestino.

Já as frutas, verduras e os legumes são ricos em vitaminas e minerais que estimulam o sistema imunológico e protegem contra vírus e infecções.

 O ideal é manter o metabolismo do corpo sempre ativo. Para isso recomendam-se refeições de três em três horas e em pequenas quantidades: desjejum, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia.

6-   Escolha locais calmos para realizar as refeições

Realizar as refeições em ambientes tranquilos, sem a interferência de televisões, smartphones e computadores, faz com que você não tenha tantos sentidos estimulados. Aproveite para prestar atenção na mastigação: uma boa mastigação gera satisfação com menores quantidades de comida.

7-   Ter uma atividade física

Todos nós sabemos que a prática de atividades físicas ajuda a evitar hipertensão, obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares. Mas não adianta nada saber e não por em prática. Se sua mente estiver calma será muito fácil organizar o dia para ter tempo de cuidar do seu corpo. Não existe desculpa para não se cuidar. Mas lembre-se de ter a orientação de um profissional!

8-  Ter uma vida sexual saudável

Já ouvimos falar muitas vezes que praticar sexo com frequência diminui os riscos de infarto fatal. Também melhora o humor, a pele, relaxar o corpo e alivia o estresse.

9-   Ler um bom livro

Mas o que é um bom livro? Um bom livro é aquele livro que vai não só te acalmar como também passar alguma coisa produtiva. Escolha um horário e reserve esse para ler. Leia nem que seja apenas um capitulo por dia, mas leia.

10-Viva o momento

  O passado já passou, não tem como muda-lo. O futuro só será da maneira que você quer se criar causas e condições para isso. Viva o aqui agora. Faça valer a pena essa preciosa existência humana. Se ame! Ame a vida!




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quarta-feira, 24 de junho de 2015

Bokar Rimpoche


      Bokar Rimpoche nasceu de uma família de pastores nômades no Tibet, no ano do Dragão – Ferro, 1940. Foi reconhecido aos quatro anos de idade como a reencarnação do anterior Bokar Rimpoche, pelo XVI Karmapa, e estudou nos monastérios de Bokar e Tsurpo.

      Com a invasão chinesa no Tibet, deixou sua terra natal aos 20 anos e tornou-se discípulo do grande iogue e mestre tibetano Kalu Rimpoche, completando, sob sua direção, duas vezes o tradicional retiro de três anos, três meses e três dias no monastério de Sonada, Índia.

     Por suas notáveis qualidades e profunda e autentica realização, sucedeu a Kalu Rimpoche como chefe da gloriosa linhagem Shagpa kagyü, uma das oito grandes linhagens originais pelas quais o budismo passou da Índia para o Tibet. Fundou em Mirik o seu próprio monastério, próximo ao de Kalu Rimpoche, especialmente destinado à pratica de Kalachakra.

     É considerado, hoje, um dos principais mestres de meditação da linhagem Kagyü, tendo sido escolhido por Kalu Rimpoche para dirigir os centros de retiro de Sonada, e por Sua Santidade o XVI Karmapa para dirigir o centro de retiro de Rumtek, no Sikkim, nova sede dos Karmapas.


Kalu Rimpoche e Bokar Rimpoche


    Bokar Rimpoche encarna perfeitamente a suprema compaixão de todos os Buddhas. Ser realizado, dotado de grande doçura, possui um estilo direto e profundo de ensinar, abordando os assuntos mais complexos com clareza e simplicidade.

    De Bokar Rimpoche, o Muito Veneravel Kalu Rimpoche afirmou: “Bokar Rimpoche é um Lama extraordinário, perfeitamente realizado tanto no domínio do estudo como no da prática. Naropa havia profetizado a seu discípulo Marpa que, em sua sucessão, cada discípulo seria superior ao mestre que o precederia. Assim, Milarepa, discípulo direto de Marpa, seria superior a este. Da mesma maneira, Bokar Rimpoche será meu sucessor e será superior a mim.”

    Após a invasão chinesa do Tibet, muitos mestres Tibetanos buscaram auxilio inicialmente nos países vizinhos e depois em diversos países da Europa e da América do Norte. A partir de então, ao longo dos anos, esses mestres vêm incansável, generosa e amorosamente compartindo sua experiência e seus conhecimentos com os ocidentais.

   Muito recentemente, alguns desses mestres passaram a visitar o Brasil e a fundar centros do Dharma em nosso país. Entretanto, para a maioria das pessoas é ainda muito difícil o acesso aos profundos e autênticos ensinamentos do Budismo Vajrayana.  



quinta-feira, 18 de junho de 2015

Os Cinco Kleshas



     Os Kleshas são tipos específicos de pensamentos que são particularmente problemáticos. Nós os consideramos problemáticos ou até mesmo venenosos, porque eles nos fazem sofrer e indiretamente causam sofrimento nos outros também.

    De acordo com os ensinamentos do Buda nos sutras e nos tantras, todos os kleshas ou aflições mentais podem ser resumidos em cinco categorias, e os que ainda podem ser reduzidos para três. Estes são geralmente referidos como os cinco venenos ou os três venenos, porque eles são tóxicos, se não forem corrigidos.

     O primeiro klesha é o apego, que pode ser apego a qualquer coisa como alimentos, riqueza, prazer e assim por diante. Este é venenoso porque está ligado a algo que causa sofrimento.

     O segundo klesha é a agressão. A agressão tem muitas variedades, como ódio, guardando rancor, maldade, crueldade e assim por diante. Todos estes são variedades do mesmo klesha básico.

    O terceiro klesha é a apatia, que é um estado que surge da ignorância ou enfraquecimento mental.

    O quarto klesha é orgulho, que neste caso está segurando-se para ter qualidades que você não possui.

     E o quinto é o ciúme, que é ser incapaz de tolerar as coisas boas que os outros têm. Ele está sendo incomodado por as boas qualidades dos outros, ser incomodado pela riqueza ou prazer dos outros e assim por diante.

    Estes cinco tipos de kleshas normalmente não surgem simultaneamente. A razão pela qual nós consideramos os problemas dos kleshas é que eles podem simplesmente arruinar nossas vidas. Eles certamente podem arruinar a nossa prática do Dharma e, especialmente, a nossa prática de meditação.

     Assim, o primeiro passo, claro, é reconhecer que um klesha tenha surgido. Normalmente nós não reconhecemos nem isso. Normalmente, quando um klesha surge, ele toma conta de nós antes de podermos sequer termos nos preparado para admitir que ele tenha surgido. Neste ponto, tendo aprendido o que os kleshas são e tendo chegado a admitir que eles surgiram, e se preparado para reconhece-los quando eles surgirem.


    Embora você reconheça o surgimento do klesha, e embora normalmente consideremos que os kleshas sejam venenosos e problemáticos, você não deve tentar para-los ou se livrar deles. A abordagem aqui é idêntica à que com pensamentos em geral. 

   Quando o klesha surge e você reconhece tais e tais kleshas que surgiram na  mente, você não deve tentar persegui-lo ou interrompê-lo, nem ceder a ele. Não é necessário para-lo porque a natureza do klesha está no vazio, o mesmo que a natureza do pensamento, o mesmo que a natureza da mente.

    Assim, portanto, depois de ter reconhecido o surgimento de qualquer klesha, você simplesmente deve olhar diretamente para a sua natureza sem alterar nada, sem tentar alterar sua mente ou o klesha. Olhando para a sua natureza você vai experimenta-la e reconhece-la. Para fazer isso, claro, sua mente precisa estar um pouco relaxada, mas também você precisa ter uma consciência lúcida.

     Vendo sua natureza é o mesmo que no caso anterior com pensamentos em geral. Enquanto o klesha não particularmente desaparecer, porque sua natureza é reconhecida já não é venenosa ou problemática, e até mesmo enquanto ele ainda está presente, antes que ele desapareça, torna-se uma ajuda à meditação.

Thrangu Rinpoche



quinta-feira, 11 de junho de 2015

Amor Romântico e Amor Genuíno


Por Jetsuma Tezin Pelmo

   "O Problema é que nós sempre confundimos a ideia de amor com apego. Sabe, nós imaginamos que o apego e o agarramento que temos em nossas relações demostram que amamos, quando na verdade é só apego, que causa dor. Porque quanto mais nos agarramos, mais temos medo de perder. E então se nós, de fato, perdemos vamos sofrer.
  
   Bem, o apego diz: "eu te amo, por isso eu quero que você me faça feliz." E o amor genuíno diz: "Eu te amo, por isso quero que você seja feliz." "Se isso me incluir, ótimo!" "Se não incluir, eu só quero a sua felicidade." É portanto um sentimento bem diferente. Sabe, o apego é como segurar com bastante força. Mas o amor genuíno é como segurar com muita gentileza, nutrindo, mas deixando que as coisas fluam. Não é ficar preso com força. Quanto mais agarramos o outro com força, mais nós sofremos
   
    Porem é muito difícil as pessoas entenderem isso, porque elas pensam que quanto mais elas se agarram a alguém, mais isso demostra que elas se importam com o outro. Mas não é isso. Elas realmente estão apenas tentando prender algo porque elas têm medo de que se não for assim, elas que acabarão se ferindo. Qualquer tipo de relacionamento no qual imaginamos que poderemos ser preenchido pelo outro será certamente muito complicado.

  Quero dizer que, idealmente, as pessoas deveriam se unir já se sentindo preenchidas por si mesmas e ficarem juntas apenas para apreciar isso no outro, em vez de esperar que o outro supra essa sensação de bem estar que elas não têm sozinhas. E isso gera muitos problemas. E isso junto com toda a projeção que vem do romance, em que projetamos nossas ideias, ideais, desejos e fantasias românticas sobre o outro, algo que ele nunca será capaz de corresponder. 

   Assim que começamos a conhecê-lo, reconhecemos que o outro não é o príncipe encantado ou a Cinderela. É uma pessoa comum, também lutando. E a menos que sejamos capazes de enxergá-las, de gostar delas, e de sentir desejo por elas e também ter bondade amorosa e compaixão, será um relacionamento muito difícil."